Pedro. Com certeza você já comeu sarapatel. Gostou? Sei prepará-lo muito bem. E quero oferecê-lo à minha namorada num programa íntimo neste fim de semana. Que tal? Mario das Graças.
Amigo Mario. O sarapatel que tive a chance de comer foi feito por uma baiana em Salvador. É um prato forte que emprega miúdos de porco e o sangue do dito cujo. Depois de experimentá-lo pude sentir que esse deveria ser o verdadeiro prato do escravo brasileiro pois emprega as carnes mais pobres do suíno (bofe, coração, fígado, rim, tripas, etc.) e o sangue do animal. É preciso experimentá-lo, sem dúvida. Mas não o recomendaria para servir à namorada numa noite romântica. Pois é, como já disse, um prato muito pesado. Talvez ao tentar degustá-lo ela viesse a vomitar e acabaria por comprometer todo o desenrolar do futuro programa. Desculpe o trocadilho, mas seria algo muito sem graça. Abraços. Pedro.
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